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Elas, líderes!

Gestoras Administrativa, de Projetos e vice-presidente falam dos desafios de liderarem uma empresa de engenharia, segmento predominantemente masculino

A sigla STEAM, embora faça referência às atividades econômicas ligadas à Ciência, Matemática, Engenharia, Tecnologia e Artes, traz também em sua história de desenvolvimento as dificuldades enfrentadas pelas mulheres no mercado de trabalho, especialmente nestas áreas que são conhecidas como de predominância masculina. Algo que tem mudado lentamente ao redor do mundo, como pode ser vislumbrado nos dados de registro de mulheres engenheiras no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) brasileiro: de 2016 a 2018, houve aumento de 42% nas inscrições femininas. Mas, enquanto elas ocupam cada vez mais cadeiras em faculdades de engenharia, a entrada no mercado de trabalho continua a ser um desafio, uma vez que apenas 15% dos profissionais ativos do setor são mulheres. 

Os números são ainda mais discrepantes quando avaliados os salários recebidos por elas. Estudo divulgado, no começo de março deste ano, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que os homens receberam quase 30% a mais do que elas, na mesma função. A desigualdade é ainda maior nos cargos de gestão e direção, postos de trabalho em que eles chegam a ter proventos 40% superiores ao delas, sendo que apenas 34% das participantes do mercado de trabalho ocupam estes cargos, conforme pesquisa mais recente do International Business Report da Grant Thornton. 

As que conseguem quebrar essas barreiras trazem, além de toda história de superação, o desafio de tornar o mercado mais igualitário, como demonstram as gestoras da Energy Systen, empresa que hoje tem os principais cargos de liderança ocupados por mulheres. 

Juliana Borges, Dântara Vilela e Pollyana Lemes, respectivamente vice-presidente, gestora de Projetos e Administrativa, são responsáveis por traçar o caminho estratégico da Energy Systen. Ao longo de suas trajetórias, a busca por reconhecimento e igualdade foram os maiores desafios. 

“O processo para chegar onde cheguei não foi fácil, tive muitos desafios diários para saber me colocar à frente e conquistar o meu espaço no mercado. A maior dificuldade é a discriminação, o preconceito e a falta de credibilidade pelo simples fato de sermos mulheres”, aponta Juliana Borges. 

Formada em Administração de Empresas, Juliana acredita que a autoconfiança tem papel fundamental para que as mulheres passem a ocupar cargos de gestão e tenham tratamento mais igualitário. “Mas com o tempo e o convívio, e sabendo se impor da forma correta, a confiança é estabelecida e as relações interpessoais fluem de forma mais natural”, aconselha. 

Segundo a vice-presidente da Energy Systen, essa determinação é fundamental para o sucesso no mercado. “Não depende da confiança que depositam em nós e nem do lugar de onde viemos, depende somente do nosso esforço e da força de vontade de fazer acontecer”, define.

Especialista em Controladoria e Finanças, a gestora Administrativa Pollyana Lemes compartilha da experiência de Juliana. A confiança em sua trajetória, qualificação e métodos foram peças-chave nos primeiros meses dentro da Energy Systen. “Entrei no processo para que a Energy alcançasse a certificação ISO 4001. Foi muito trabalho e, ao mesmo tempo, muito gratificante. O cargo de Gestão Administrativa não existia, o que trouxe um pouco de resistência, mas logo tive a abertura necessária, com muitas participações”, aponta Pollyana. 

Entre os diferenciais para conquistar a confiança dos colaboradores, maioria homens, está na formatação de uma gestão participativa. “O elo entre o líder e os liderados é fundamental para o crescimento de uma organização”, conclui a gestora Administrativa. 

Desafio para mulheres e para a Energy

Engenheira de Minas, por formação, e gestora de Projetos da Energy Systen, Dântara Vilela, aponta a alta exigência do mercado de trabalho, com as mulheres, como a maior barreira para que elas consigam exercer funções de liderança. 

“Para se colocarem em posições de alto nível hierárquico dentro de uma empresa, nós precisamos ser bem mais qualificadas, em comparativo com homens quando chegam nos mesmos postos. Essa exigência gera um impacto significativo na vida de uma mulher, uma vez que o investimento financeiro, de tempo e de dedicação é muito maior”, destaca.

Dântara afirma que os desafios não são isolados apenas ao mercado profissional e, por vezes, estão agregados ao da desigual distribuição de responsabilidades domésticas. “Se somarmos à sobrecarga que a maioria das mulheres ainda tem quanto aos trabalhos domiciliares, há uma discrepância ainda maior. É preciso se tornar uma mulher maravilha, dentro e fora de casa, para ocupar o mesmo cargo que provavelmente será remunerado com salário menor do que um colega da mesma profissão e de qualificação inferior”, lamenta. 

A experiência vivida e observada por Dântara Vilela tem reflexos em sua atuação na Energy Systen. Ela busca uma mudança cultural que impacte não somente a empresa, mas também o mercado, com o incentivo para que mais mulheres possam assumir cargos chaves e de tomada de decisões, o que tem sido bem recebido e gerado resultados positivos. “Essa mudança começou a acontecer de forma mais evidente, na Energy, nos últimos dois anos, com a contratação de profissionais que são peças chaves e exercem com muita competência as funções que foram delegadas.”

Segundo a gestora, a partir de agora, um de seus objetivos é contribuir para trazer mais mulheres também para as áreas operacionais, com maior participação e espaço para elas. 

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